1.1.12

Blogagem Coletiva: Meus 7 links

Já faz um tempo que meu colega Tiago Caramuru, do Esvaziando a Mochila, me convocou a participar da blogagem coletiva dos 7 linksSe você ainda não sabe qual é dessa brincadeira, leia a aprendiz Claudia Beatriz, que foi quem plantou a sementinha.

Eis aqui a minha lista!

 
O post mais bonito: Lavanda, a alma da Provence


Aquela paisagem roxa mexe com a cabeça (e o coração) de muita gente.



Apesar de o título remeter àquela antiga cantiga de roda, estamos falando da Praia dos Carneiros, em Pernambuco.  É o post mais visitado desde a criação do blog, em 2008.

O post que gerou mais discussão/controvérsia.  Até tirei do ar. É complicado misturar coisas que não são de viagem com o blog. Jamais esqueçamos que esse espaço aqui é o meu lazer.


O post que ajuda mais gente: A mais bela praia argentina.


 
Eu não sei se esse é o que mais ajuda, ou o que mais atrapalha. Acho que 99% das pessoas que chegam por aqui via Google, chegam buscando por praia argentina. E eu, infelizmente, passei só um dia em Las Grutas, e o post sobre a mais bela das praias argentinas é um tanto quanto pobre. Poucas fotos, pouca informação. Desculpa pessoal. Mas a praia é bem bonita mesmo, fica na Patagonia, 200 km ao norte da Peninsula Valdés.  Quem nos disse que é a mais bela foram os próprios argentinos, que conhecemos ao longo dos mais de 20 mil km rodados em território hermano.  E pela boa estrutura de campings e hotéis que tem por lá, dá pra imaginar que o lugar bomba na temporada.

 
O post cujo sucesso surpreendeu: Dormindo na mala.

O post do Dudu dormindo na mala nasceu de uma necessidade.  A pousada realmente não tinha berço e nem fez muita questão de providenciar um. Mas a gente não se apertou e a solução enjambrada até que ficou legal. O sucesso é culpa do Riq Freire, que deu destaque ao ocorrido :o)

Engraçado que já teve gente no twitter me perguntando se eu era "aquele que bota o filho pra dormir na mala!" (rá!)

Não recebeu a devida atenção: Todos de El Bolsón

El Bolsón é uma cidadezinha argentina legal pra caramba, mas parece que pouquíssima gente pensa em ir pra lá, dado o baixíssimo número de acessos aos posts. É uma pena, pois como diz o Andrés Calamaro, é uma tentação ter uma suíte reservada por ai.

O post que deu mais orgulho: Trilha para o Refúgio Frey

Já subi 2 vezes, em 2003 e 2009. Na primeira vez o tempo estava feio, muito frio, mas nessa última vez estava espetacular. Pessoalmente, gosto bastante do lugar, e o passeio é na medida, nem tão leve, nem tão hard. Ideal para quem curte caminhar, não tem grandes preparos, e quer curtir uma paisagem de montanha deslumbrante.



Pela regra da brincadeira, eu deveria agora convocar outro pessoal a entrar na roda. Mas como eu estou super retardatário na blogagem, todos que leio com mais frequência já publicaram suas listinhas.

Então, sugiro que siga a leitura dos 7 links pelo Esvaziando a Mochila, que está muito lindo. Destaque para os posts de Praga e Hong Kong ;o)

27.12.11

Eze, a Cotê d'Azur medieval


Eu não conhecia Eze. Melhor, nunca tinha ouvido falar de Eze. Mas depois que vi que essa cidadezinha ficou em sexto lugar no TOP 25 do tripadvisor, tratei de encontrá-la no google maps e logo a inclui no final do nosso roteiro (e é com ela que encerramos a série de post das férias de 2011).


Eze fica no meio do caminho entre Nice e Monaco, na Riviera Francesa, e requer disposição para conhecê-la. Nietzsche, por exemplo, tinha disposição de sobra. Costumava subir até Eze desde a praia por uma trilhazinha nas encostas da montanha até o topo, onde a cidade está instalada.


A gente chega de carro mesmo, mas ainda tem umas boas ladeiras para subir durante o passeio.


Todo esforço é recompensado. Eze é uma cidade adorável.



E o topo, propriamente dito, é onde está o tesouro do lugar: o Jardim Exótico.


Esse jardim repleto de cactus foi instalado no que restou da fortaleza medieval, no cume do Monte Bastide, e proporciona uma das mais belas vistas panorâmicas do Mar Mediterrâneo...




E para contemplar mesmo a paisagem, o melhor lugar do jardim só poderia ser o Espace Comtemplatif...




Seguramente, Eze merece sua posição no Top 25  ;o)

22.12.11

Fête de la Musique (chegou o verão!)


Desde os tempos mais remotos, a humanidade sempre teve no dia do solstício de verão as suas principais celebrações, suas maiores festas. Era assim com os maias, com os incas, com os egípicios, os asiáticos e tantos outros. O solstício marca o início de um ciclo solar, e portanto, o início do ano. Mas desde a expansão cristã, lá no século IV, a data deixou de ter importância no nosso calendário.


No início dos anos 80, porém, o ministério da cultura da França instituiu que no dia que se inicia o verão (dia 21 de junho, lá no hemisfério norte) haveria uma grande festa popular, onde músicos seriam convidados a tomar as ruas e mostrar o seu talento, pelo simples prazer de fazer uma festa.
 
Assim nasceu a Fête de la Musique!





Hoje em dia a festa ocorre em vários outros países além da França. Tivemos a feliz coincidência de estar no dia 21 de junho passado na agradabilíssima cidade de Aix-en-Provence e participar da festa, que ocorre em toda a extensão da Cours Mirable, a principal avenida da cidade, e por algumas ruas do centro histórico.


Aix tem como slogan 300 dias de sol por ano! Tem lugar melhor para começar o verão, hein? ;o)


A função começa cedo. As 19hs, com o sol ainda brilhando forte, o pessoal já começa a mostrar a que veio.



As atrações se colocam praticamente lado a lado, nos dois lados da calçada. Algumas circulam pelas ruas (tem até escola de samba). Para onde se olha  tem alguma banda, ou dupla de DJs, ou alguém só com violão mostrando suas habilidades artisticas, sejam elas uma canção ou uma dança esquisita, como essa aí.

 
Até o pessoal que mora na rua aproveita para curtir essa balada ao ar livre.


Só não sabemos como a festa termina. A meia-noite, quando a gente se foi, a Cours Mirable estava completamente tomada pelo povo (e tinha congestionamento de carros por todos os acessos ao centro)



A gente só sabe que é uma baita festa. \o/





11.12.11

O azul do lago de Sainte-Croix


O destino não era o lago. Saímos em busca do famoso canion do Gorges do Verdon, que tanto o GPS quanto os guias de viagem indicavam ser o must see da região.


E realmente é muito bonito. Mas quando se está lá em cima, em um dia quente e ensolarado, e se vê esse lago azul espetacular reluzindo na paisagem, a conclusão é só uma: o que must be, é lá embaixo!


O lago de Sainte Croix está no coração da Provence. A cidade mais próxima é a pitoresca Moustiers Sainte-Mairie, charmosa como toda cidadezinha provençal, porém encravada nas pedras...


O lago é resultado do barramento para uma usina hidrelétrica. Foi criado em 1973 e passou a ser também um dos mais belos destinos turísticos da região, rivalizando com os campos de lavandas no Plateau de Valensole, e com o próprio canion, por onde descem as águas geladas que abastecem o lago.


Hoje o lago está repleto de campings e hotéis ao seu redor, e oferece diversas opções de lazer náutico em suas praias. Os pedalinhos saem por 13 euros a hora e as lanchas elétricas a 25. Barcos a motor e jet ski não são permitidos.



Já nadar é gratuito e permitido para todos os públicos...



... mas os que não podem com o frio da água, molham só os pezinhos.


16.11.11

Le pont du Gard, a primeira maior ponte do mundo



Uma coisa que me chamou atenção na nossa trip européia foi a idade avançada das principais atrações turísticas. Ok, eu sei, é o “velho mundo”, já falei disso por aqui. Mas pensar que essa ponte aí está de pé há mais de 2 mil anos, faz a gente se sentir muito, mas muito, mirim.

 
A Pont Du Gard é a parte mais bem conservada do antigo aqueduto que transpunha água desde Uzès até Nimes. É a maior de todas as pontes romanas que se tem notícia, integrando as listas das 11 maiores pontes da história, e a de Patrimonios da Humanidade da UNESCO.


A engenharia impressiona. Os 456 metros de comprimento da ponte estão inclinados em míseros 0,003°, garantindo um fluxo de água constante, capaz de abastecer a cidade com 200 milhões de litros por dia. O aqueduto tinha 50 km de percurso total e a água levava 27 horas para ir de um lado para o outro! Ah, e não foi usada argamassa, nem grampos, nem nada, as pedras foram todas moldadas e encaixadas uma a uma.



No século VI a ponte deixou de funcionar como aqueduto, e desde o século XVIII conta com uma ponte lateral para auxiliar no tráfego de pessoas e veículos. Napoleão, que era um grande admirador das obras romanas, financiou uma grande reforma na ponte, que já era naquele tempo um dos principais destinos de turismo no sul da França.


Alguns deixaram seus nomes gravados nas pedras.




A cidade mais próxima da Pont Du Gard é Remoulins, distante 20 km de Avignon. Pode-se chegar pelos 2 lados do rio. Para visitar o lugar é cobrado o estacionamento (15 euros), mas no dia que fomos não estava aberto o museu, nem o cinema, nem os serviços de visita guiada, então não estavam cobrando o estacionamento (imagino eu). Pelo menos o restaurante estava aberto.



O local ainda conta com diversas trilhas sinalizadas pela mata e está aberto para visitação durante todo o ano. Mas nem tudo é tão velho assim nesse lugar. Essa oliveira que aparece à direita na foto, é bem mais nova que a ponte. Tem só 1 mil anos. =)